domingo, 10 de janeiro de 2010

Sobre o desejo.




O desejo por si só enerva, obstrui, desespera os envolvidos num jogo delicioso de corpos...
A carne grita quando o assunto é o cheiro da pele daquela pessoa. Às vezes não dá pra resisitir...
É o limite entre o abraço inocente e as provocações, muita vezes sem querer, sem pensar. Existe provocação sem querer?
O desejo traz ao coração uma inquietação meio covarde, pois, por ser mais difícil conter do que o amor, ele, o desejo, chega muito próximo da paixão. E é aí que tudo se esvai. É aí que apenas o cheiro, a pele, as posições esquisitas e a irresponsabilidade deliciosa das consequências, não é o suficiente. Seria mais interesante, saber separar o cheiro de sexo no ar (o desejo) do cheiro de amor no ar ( a paixão).
Mas loucos corações e ardentes genitálias, muitas vezes esquecem de chegar a um acordo.

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